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08 dezembro 2006

Só uma questão de percentagens?

Dois por cento das pessoas mais ricas do planeta repartem entre si mais de metade da riqueza de todo o mundo, enquanto 50 por cento da população mundial divide pouco mais do que um por cento, de acordo com um estudo das Nações Unidas. Segundo o estudo do Instituto Mundial de Investigação do Desenvolvimento Económico, da Universidade das Nações Unidas, para que uma pessoa seja incluída na metade mais rica do planeta basta que o conjunto dos seus bens financeiros e materiais, após a subtracção das dívidas, valha 1650 euros. "Trata-se de um estudo pioneiro", afirmou o director da universidade, Anthony Shorrocks, durante a apresentação do relatório na Associação de Imprensa Estrangeira, em Londres, precisando que a investigação se baseia em dados de 2000. Segundo o documento, um por cento dos adultos mais ricos é dono de 40 por cento dos activos mundiais, enquanto dez por cento desse grupo possuem 85 por cento de toda a riqueza. Por zonas geográficas, "a riqueza está concentrada na América do Norte, Europa e em países da Ásia-Pacífico. A população destas nações possui colectivamente 90 por cento da riqueza total", refere o relatório. Um por cento dos adultos mais ricos do planeta reside nos Estados Unidos, Japão, Reino Unido, França, Itália, Alemanha, Canadá, Holanda, Espanha, Suíça e Taiwan. O estudo admite que os dados podem já estar ultrapassados, porque não reflectem economias emergentes como a China, a Índia e o Brasil. (06.12.06, Lusa/PUBLICO.PT)

Junta a tua voz: Tu que pensas, achas que é possivel mudar esta situação? Como?

7 Comments:

Anonymous os amigos do 8ªB said...

Esta campanha esta muito bem feita.
Contém com o nosso apoio
Dos amigos do 8ºB escola Básica de MORTÁGUA

2:45 da tarde  
Blogger Alexandra said...

Se me pedirem para participar numa campanha a favor da "paz", da "abundancia", da "saude" para todos nós, irei de bom grado. Agora, nunca participarei em acçoes "contra a guerra", "contra a fome" e outras "contra-qualquer coisa". Fazer campanhas "contra", têem o efeito contrario, e irão trazer-nos tudo aquilo que estamos contra e não queremos. Devemos lutar e fazer campanha por aquilo que queremos realmente!!

Entendo, que somos aquilo que queremos e que, se uma ínfima parte da riqueza mundial está na posse de poucos, é porque esses poucos "pensam" sempre no que "QUEREM" e não no que quer.

O futuro do mundo está no "não resignar-se" a todos os "nãos" que a vida nos dá, mas no focar de mente no que queremos e que merecemos (todos nós): abundancia, paz, amor!

No fundo, e como Bubha diz: "Tudo o que somos é o resultado dos nossos pensamentos"

Beijinhos a todos e "que todos os seres de todos os mundos sejam felizes"


Alexandra

xana_mendes@hotmail.com

10:43 da manhã  
Blogger Alexandra said...

Se me pedirem para participar numa campanha a favor da "paz", da "abundancia", da "saude" para todos nós, irei de bom grado. Agora, nunca participarei em acçoes "contra a guerra", "contra a fome" e outras "contra-qualquer coisa". Fazer campanhas "contra", têem o efeito contrario, e irão trazer-nos tudo aquilo que estamos contra e não queremos. Devemos lutar e fazer campanha por aquilo que queremos realmente!!

Entendo, que somos aquilo que queremos e que, se uma ínfima parte da riqueza mundial está na posse de poucos, é porque esses poucos "pensa" sempre no que "QUER" e não no que "não querem".

O futuro do mundo está no não resignar-se a todos os "nãos" que a vida nos dá, mas no focar de mente no que queremos e que merecemos (todos nós): abundancia, paz, amor!

No fundo, e como Bubha diz: "Tudo o que somos é o resultado dos nossos pensamentos"

Beijinhos a todos e "que todos os seres de todos os mundos sejam felizes"


Alexandra

xana_mendes@hotmail.com

10:46 da manhã  
Anonymous Beijufas said...

Boas
Antes de mais parabéns pela iniciativa e parabéns a Alexandra pelo seu pensamento, plenamente de acordo, é melhor Levanta-te pela abundância que contra a pobreza… uma questão semântica? Não, acredito que é mesmo uma questão de atitude.
E nesse seguimento gostaria de expressar a minha visão do problema, são apresentados números alarmantes da distribuição da riqueza pelo planeta, e depois? É uma questão se natureza humana e social harém uma minoria extremamente rica e uma maioria extremamente pobre, sempre foi assim e enquanto não formos todos “formigas” sempre será!
Olhem para utopias como o Marxismo em que tudo deveria ser igual para todos, resultado fome para todos e todo mundo a pé, no entanto como foi o caso da Polónia os dirigentes comiam com talheres de ouro quando não havia ouro para alianças… dá que pensar.
No nosso caso recente de historia Nacional contaram-me uma coisa que me deixou alarmado e que não se ensina nas escolas as criancinhas (a filtragem de informação é danada!), na altura da guerra e enquanto Salazar enchia os cofres do pais a plebe tinha meia sardinha para comer… e quem tinha, o meu pai conta-me que se queria fruta tinha que a roubar dos pomares e quando estava verde, porque senão era colhida… e no entanto saiam barcos carregados de bens de primeira necessidade da Metrópole (Portugal?) para as colónias (Angola, Moçambique, Guine e por ai fora) que eram rotulados como “Os barcos com as Sobras”! Pelo amor de Deus (seja qual for o vosso Deus) a capital de Angola na época metia Lisboa no bolso! E ainda mandávamos as sobras? Ok é verdade nunca soube se eram as espinhas e os ossos… mas acho que não.
Mas actualmente também temos casos engraçados, quem não se lembra de histórias como “Os contentores cheios de comida que ficam a apodrecer nas alfândegas”? Ou “A comida que é enviada para matar a fome as criancinhas acaba por cair nas mãos de grupos armados”? E ainda (esta é a minha preferida) “Os políticos e demais que ficam com uma grande percentagem daquilo que é enviado para as criancinhas”?
É giro fazer agitação pública como quando todo o país parou pela causa de Timor, (mas quem continua a explorar o petróleo de Timor são os mesmos que correram com Portugal de Timor e que nada fizeram quando Portugal parou), assim como fazer manifestações contra a pobreza e essas coisas, mas a verdade é que quando eu mando um pacote de arroz para algures em África ou seja lá onde for como é que eu sei que esse pacote vai ser entregue em tempo útil (antes de acabar a validade) a quem realmente necessita? Onde está uma estrutura internacional superior a qualquer país, politica e religião que garanta isso? A ONU? Sim todos vimos o que aconteceu quando os USA decidiram atacar o Iraque… a ONU fez muito mesmo… fez-me lembrar de uma anterior instituição semelhante a ONU que também não conseguiu fazer nada e tivemos a 2ª Guerra…
Não quero com isto ser pessimista, mas sim por essas cabecinhas a pensar em que o problema não se resolve enviando um pacote de arroz, mas sim em fazer o pacote de arroz chegar a quem precisa… e já agora se me permitem deixo este velho pensamento, “Se quiserem que uma pessoa não tenha fome, não lhe dei-a o peixe, ensinem-na a pescar”
Abraços

12:08 da tarde  
Blogger Clara said...

Parabéns pela campanha! Mas concordo com a Alexandra: é mais positivo lutar "por" do que lutar "contra". Por isso, é que estamos a comemorar (se é que é uma comemoração!!) o Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza. Continuem a luta. Têm todo o meu apoio!

4:29 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Claro que sim, que e possivel mudar, basta haver mais campanhas como as que hoje ouve na minha escola, basta sensibilizar as pessoas...
TOdos juntos somos capazes de combater a pobreza...

6:01 da tarde  
Anonymous Words, Sounds, Ideas said...

Parabéns pelo blog , está muito bom !

9:06 da tarde  

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