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07 outubro 2006

É correcto roubar uma cadeira para acabar com a pobreza?

Ainda que seja a cadeira do Primeiro-Ministro José Luís Rodríguez Zapatero? Isto foi o que aconteceu em Espanha: quatro pessoas filmaram-se a “assaltar” o Parlamento Espanhol e roubar a cadeira de Zapatero, deixando para trás uma nota enderaçada ao Primeiro-Ministro. Nesta nota, o líder político é exortado a permancer de pé nos dias 15 e 16 de Outubro como forma de apoio à luta mundial contra a pobreza. O vídeo foi depois colocado na Internet com a assinatura dos “4 Gatos” que pretendem agitar a sociedade.

Veio a descobrir-se que nada disto era verdade. A cadeira nunca saiu do seu lugar. Tudo não passava de uma forma inovadora de fazer publicidade ao evento Stand Up Against Poverty (que se realizará, na próxima semana, também em Portugal com o título Levanta-te contra a Pobreza). Contudo, a polémica estava lançada. Depois do primeiro alarme sobre “como puderam quatro pessoas entrar assim no parlamento?” passou-se à indignação quanto ao “atrevimento” da ONU em “invadir” uma das sedes da soberania política espanhola. As repercussões deste caso ainda não se desenvolveram completamente.

Nas palavras de Siscu Molina, director criativo de Tiempo BBDO Barcelona (a agência que idealizou a publicidade) “É uma publicidade levada ao limite, tínhamos que arriscar”.

Vê o vídeo
aqui.

Junta a tua voz: Tu que pensas? O fim justifica os meios?

15 Comments:

Anonymous MANUEL AMIAL said...

Estou de alma e coração com esta Campanha Global PROBREZA ZERO.

Todos nós temos de nos levantar contra a pobreza, unindo as nossas vozes e os nossos gestos, para que a Declaração do Milénio e os seus oito Objectivos de Desenvolvimento não caiam no esquecimento.

Que os 189 países que em 2000 assinaram a Declaração do Milénio, incluindo Portugal, não se demitam dos compromissos que assumiram.

Lutar contra a pobreza tem de mobilizar a comunidade internacional e a sociedade portuguesa em particular.

Eu digo presente!

Manuel Amial
Vila Praia de Âncora
PORTUGAL
manuel.amial@mail.telepac.pt

4:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Roubar é a atitude mais rapida e facil, porém nao é a mais correcta.
A pobreza nao deve ser motivo de roubo, mas de partilha.

8:30 da manhã  
Blogger entre-aspas said...

Desculpem, mas querem-me fazer crer que o vídeo que aparece é uma encenação?
Se o for de facto, confesso que tenho que rever o meu nível de aceitação da credibilidade das imgagens que passam nos telejornais.

A legitimação dos meios nunca deverá ser feita à custa dos pretensos fins!

11:32 da manhã  
Blogger nickorname said...

fantástico....provoca o efeito mediático que pretende... uma ironia aos que gritam que o activismo por um outro mundo mais justo é mais uma forma de terrorismo.

5:21 da tarde  
Anonymous Rita Donato said...

Seria de facto muito mais interessante se Luis Zapatero aderisse à ideia e realmente se mantivesse de pé nos dias 15 e 16 ...

9:54 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

A minha escola Escola Secundaria de CArcavelos aderiou a campanha e dia 16 tda a escola se vai levantar contra a pobreza Zapatero deveria fazer o mesmo....

5:24 da tarde  
Blogger NoKas said...

Olá! Os fins não justificam os meios. Se os meios usados forem incorrectos, a luta perde a razão, mesmo que o objectivo último seja nobre. Ex: a violência não deve ser usada para alcançar a paz! É como castigar uma criança batendo-lhe e dizendo ao mesmo tempo: não batas nos teus colegas. A criança não aprenderá ao receber duas mensagens antagónicas.

1:06 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Os fins não justificam todos os meios.

5:26 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Na minha opinião, apesar de a intençao ser alertar o governo para a luta contra a pobreza, nao havia necessidade de fingir um assalto à cadeira de Luis Zapatero. Nao se deveria ter recorrido a um acto ilegal para chamar a atençao de um problema tao sério e real como a Pobreza mundial. Se os meios são incorrectos, esta nossa luta dificil perde a razão.

Temos que nos levantar e mudar o mundo antes que seja tarde demais.

9:41 da tarde  
Blogger Bruno Moutinho said...

Os fins nunca justificam os meios. Se temos um objectivo, por mais digno que seja, temos que o atingir dignamente. É complicado, sim, muito complicado nos dias que correm atingir esse objectivo, por muito bom que seja para a sociedade, para o mundo.
Concordo que lutemos contra a pobreza, mas de forma a que nos possamos orgulhar no futuro e não sentirmonos culpados pela conduta.

1:08 da manhã  
Anonymous miguel said...

boas...eu estava a faxer uma pesquisa para um trabalho cujo tema era precisamente a pobreza e achei bastante interessante o vosso projecto e os vossos artigos. Gostaria d podr nao só ajudar mas tmb k vcs me fornexem material para o meu trabalho k sera para apresentar a minha turma e a escola inteira...[[]] fika aki o meu mail para m contactarem: mibopifa@hotmail.com

11:02 da tarde  
Blogger Alexandre Pereira said...

Creio que a resposta à pergunta é o que levanta menos polémica. O mais adequado seria responder, não - os fins não justifcam todos os meios. No entanto a minha abordagem pretende ser mais de acordo com uma visão holística, isto é, assente num paradigma de não-separatividade.
Creio que a campanha em questão, procura o tom da polémica. Pode ser uma abordagem a considerar. Creio que já todos sabemos o fiasco de algumas das centenas (talvez milhares) de importantescampanhas realizadas ao longo das duas últimas décadas pelos movimentos socias, e pelos movimentos pacifistas (nos quais me incluo). A questão será a de encontrar um tom de comunicação, não agressiva, que saiba fazer veicular a mensagem principal da campanha (a luta contra a pobreza), mas acima de tudo, que seja capaz de chamar a atenção de forma clara e inequivoca para o problema.
O simbolismo da cadeira do poder "tomada" (prefiro a expressão tomar a roubar), é aqui bastante pertinente, e não deixa de ser também importante que seja posta em causa, ou melhor questionada, a intocabilidade do poder, seja ele do primeiro-ministro de Espanha ou de outro governante de outro Estado qualquer. Assim a mensagem, num plano menos directo, diz-nos que todo e qualquer governante, que não assuma as suas responsabilidades, nomeadamente em relação aos tratados internacionais que o comprometem enquanto representante de um povo, uma nação, uma comunidade, são responsáveis pelo seu cumprimento; mais do que um compromisso com um grupo de cidadãos, este é um compromisso selado com toda a humanidade. Assim, como esse cargo é um resultado da escolha do "seu" povo, este, a qualquer instante pode questionar e por em causa a sua legitimidade. Direi que a campanha em questão soube encontrar uma boa dose de polémica geradora de um efeito "word-of-mouth" que ajuda num dos objectivos da comunicação (o facto é que aqui estamos dialogando sobre o assunto) e recorreu de forma intelignete a alguns simbolos universais do poder.
O poder não é uma ideia absoluta, inquestionável, pode ser até derrubado (neste caso de forma simbólica) pelos seus cidadãos.
Para aqueles que entre nós ainda estão adormecidos para um problema que só em portugal atinge 20% da população portuguesa, direi que é mais do que adequada. Mas dentro da visão holística cabe também, a minha reflexão sobre os potências "tiros no pé" que este tipo de estratégia pode provocar; se a mensagem acabar por pôr em causa o fim essencial desta acção -que relembro, é contribuir para consciencializar e pressionar os governos a acabar com as situações de miséria e de fome no mundo - então deveremos considerar, esta uma excelente oportunidade de reflexão. Aproveitemos a oportunidade, para numa futura campanha, aprendendo com a experiência, usarmos uma estratégia de comunicação mais imaginativa, mais eficaz, mais adequada aos objectivos estratégicos da visão, da missão da "PobrezaZero".
O mundo Todo agradeçe :)

Alexandre Pereira, Consultor de Comunicação holística

10:46 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

lembrem-se que enknto pensam e discutem na melhor estratégia e na melhor forma de mobilizar meios pa atingirem os fins pretendidos há milhões de pesooas a morrer à fome...
Não seremos, nós todos, também responsáveis por isso?...

11:55 da manhã  
Blogger Ruben said...

Depende dos meios e para que fins, neste caso até lhe deviam tirar todas as cadeiras de todos os parlamentos...porque todos vemos na tv que às vezes essas cadeiras servem para alguns estarem a dormir ou a planear os seus almoços e jantaradas!!!

1:54 da manhã  
Blogger Pascoalita said...

Este comentário foi removido pelo autor.

11:38 da manhã  

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